
Steven Spielberg é daqueles diretores que encantaram o mundo na década de 80 e, de seus clássicos emotivos, foi consagrado com A Lista de Schindler na década de 90. Desde então, parece que busca desesperadamente um novo E.T., Tubarão, Jurassic Park ou seja lá o que mais. Isso acaba o prejudicando e dando um certo ar de artificialidade em suas obras. Assim, surge Cavalo de Guerra, que está até bem nas cotações das premiações do ano, mas parece que falta algo. É um épico, de fato, bem realizado e está longe de ser um filme ruim. Mas, também não é o Spielberg que todos esperam ansiosos rever.
Baseados no livro de Michael Morpurgo, os roteiristas Lee Hall e Richard Curtis constróem a história de Joey, um cavalo considerado mágico e capaz de ir além de qualquer outro animal. Pelo menos é isso que ouvimos a cada momento de personagens diferentes. O interessante em Cavalo de Guerra é que aqui de fato Joey é o protagonista, ao contrário da série Corcel Negro, por exemplo, onde o garoto é o foco principal. E mais interessante ainda é que a fábula não antropomorfiza Joey, não temos seus pensamentos, graças a Deus ele não fala, nem faz algo parecido. É apenas um cavalo especial, que acompanhamos desde o seu nascimento. Sua ligação com o jovem Albert, vivido por Jeremy Irvine, e suas dificuldades na fazenda dos Narracotts. Depois seu "alistamento" na Primeira Guerra na cavalaria inglesa e toda a saga que decorre disso.